Guia completo · Teresina-PI • Atualizado em outubro de 2026

Grau de risco em Teresina: consulte o CNAE, descubra se há dispensa de alvará e veja quanto custam as taxas em 2026

Antes de protocolar a abertura, você precisa saber em que faixa de risco cada CNAE cai nos anexos municipais: é isso que define se há dispensa por baixo risco A, se o alvará vai ser exigido e quais taxas entram no boleto da SEMF. Nesta página você consulta CNAE por CNAE na ferramenta gratuita — inclusive a partir do CNPJ da empresa —, lê a regra com a norma ao lado e confere os valores de TLFF, TLA e TRIFS do exercício 2026.

Escritório de Contabilidade em Teresina |Rogério Osterno · CRC-PI 010656-O 68 min de leitura Base legal conferida Teresina · PI · atendimento online

Resposta rápida

Grau de risco é a classificação que o Município de Teresina dá a cada atividade econômica para definir quais atos públicos de liberação serão exigidos antes e durante o funcionamento. A regra está na Lei Complementar Municipal nº 5.788/2022, alterada pela Lei Complementar Municipal nº 6.048/2023, e a lista de CNAEs está nos anexos do Decreto Municipal nº 24.861/2023: o Anexo I traz a classificação ambiental e sanitária de cada atividade, o Anexo II lista as atividades de baixo risco A e o Anexo III classifica ocupações pela CBO, para quem não usa CNAE. Quando todas as atividades do estabelecimento estão no Anexo II, a norma municipal dispensa todos os atos de liberação, inclusive o alvará de funcionamento; basta um CNAE fora dessa lista para o alvará voltar a ser exigido, junto com a TLFF. Se o Anexo I apontar licenciamento ambiental, entra a TLA; se apontar licença sanitária municipal, entra a TRIFS. Para o exercício de 2026 a SEMF divulgou TLFF de R$ 142,53 (até 30 m²) a R$ 3.808,30 (acima de 2.100 m²), TRIFS de R$ 261,31 (até 15 m²) a R$ 1.311,01 (acima de 4.000 m²) e TLA de R$ 576,07 a R$ 4.904,02, conforme o porte e a licença. O alvará é renovado a cada ano; as licenças passaram a valer por quatro anos, com pagamento em cota única ou em quatro parcelas corrigidas pelo IPCA-E. O MEI optante pelo Simples Nacional é isento das taxas municipais de alvará e de licenças, desde que o cadastro na SEMF reflita essa condição. A consulta desta página mostra o resultado de cada CNAE informado, o resultado consolidado do estabelecimento e a norma de origem — e dá para começar pelo CNPJ: a ferramenta busca o CNAE principal e as secundárias na base pública da Receita Federal e avalia o estabelecimento inteiro.

Ressalva: A consulta e as tabelas desta página são uma indicação técnica inicial, montada a partir dos anexos municipais consolidados e dos valores divulgados pela SEMF — o enquadramento oficial é o da Prefeitura de Teresina e dos órgãos licenciadores, e o valor devido é o do documento de arrecadação emitido pela SEMF. Revisão legislativa feita em 26/09/2026; a legislação pode mudar depois desta data. A base consolidada usada na ferramenta inclui o Decreto Municipal nº 28.436/2025, que não foi possível confirmar em repositório público nesta revisão — a tentativa de conferência no Diário Oficial do Município, em dom.pmt.pi.gov.br, não abriu em 26/09/2026. Grau de risco também não é viabilidade locacional: um CNAE de baixo risco pode ser inviável no endereço escolhido.

Quem responde: Quem responde é a RBO Contabilidade, escritório contábil em Teresina-PI que cuida de abertura, alteração e regularização de empresas no Piauí, na Grande Teresina e em Timon-MA. Contador responsável técnico: Rogério Batista Osterno, CRC-PI 010656 - O. RBO Contabilidade LTDA, CNPJ 36.132.837/0001-31, atuando desde 2020.

Fundamento legal: Lei Federal nº 13.874/2019, art. 3º, caput, I (dispensa de atos de liberação no baixo risco) e § 1º (regras de classificação); Decreto Federal nº 10.178/2019 — critérios de classificação de risco e efeitos de cada nível; Lei Federal nº 11.598/2007 (Redesim), art. 6º-A — licenciamento automático após o registro no médio risco; Resolução CGSIM nº 51/2019, alterada pelas Resoluções nº 57/2020, 59/2020 e 68/2022 — definição nacional de baixo risco; LC Municipal nº 5.788/2022 e LC nº 6.048/2023 — classificação de risco em Teresina (seção Leis Complementares do SEMF Legis); Decreto Municipal nº 24.861/2023 (Anexos I, II e III) e Decreto nº 25.363/2023 — lista de CNAEs por grau de risco.

Grau de risco em Teresina: consulta de CNAE nos anexos municipais, alvará e taxas TLFF, TLA e TRIFS
O grau de risco do CNAE define quais atos de liberação e quais taxas municipais entram na abertura da empresa em Teresina.

O que é grau de risco em Teresina e por que ele decide o seu alvará?

Grau de risco é a classificação que o Município de Teresina atribui a cada atividade econômica para decidir quais atos públicos de liberação serão exigidos antes e durante o funcionamento do estabelecimento. Quem define a classificação é norma municipal: a Lei Complementar Municipal nº 5.788, de 19/08/2022, alterada pela Lei Complementar Municipal nº 6.048, de 27/12/2023, fixa o procedimento, e o Decreto Municipal nº 24.861, de 26/09/2023 traz a lista de CNAEs em três anexos. Do enquadramento sai tudo o mais: se o alvará de funcionamento é exigido, se há licença ambiental, se há licença sanitária e, por consequência, quais taxas a Secretaria Municipal de Finanças vai lançar no seu cadastro.

A lógica não é invenção municipal. Ela vem da Lei Federal nº 13.874/2019, a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica: o art. 3º, caput, I dispensa os atos públicos de liberação para a atividade de baixo risco, e o art. 3º, § 1º, I a III define quem classifica essas atividades — ato do Poder Executivo federal, resolução do CGSIM na falta dele e norma estadual ou municipal específica. É no § 1º, II que a Resolução CGSIM nº 51/2019 se ancora para definir o nível de risco I. O Decreto Federal nº 10.178/2019 descreve os níveis e o efeito de cada um, e a Lei Federal nº 11.598/2007, que criou a Redesim, completa o desenho ao permitir, no art. 6º-A, que licenças e alvarás saiam automaticamente depois do registro nas atividades que não sejam de alto risco. Teresina exerceu a competência dela: disse, CNAE por CNAE, em que faixa cada atividade cai dentro do município.

São três níveis, e eles produzem efeitos bem diferentes no dia em que você abre as portas. O baixo risco A dispensa os atos de liberação — não há alvará a pedir nem vistoria prévia a esperar. O médio risco, com a redação que a LC nº 6.048/2023 deu ao art. 4º da LC nº 5.788/2022, é a faixa das atividades que não são de alto risco e também não estão no baixo risco A: aqui a licença ou o alvará é emitido automaticamente logo após o registro, e a fiscalização vem depois. O alto risco exige análise prévia do órgão competente, e o estabelecimento só pode funcionar depois de licenciado.

Nível de riscoO que o Município exigeQuando você pode operar
Baixo risco A (Anexo II do Decreto nº 24.861/2023)Nenhum ato público de liberação; Declaração de Atividade de baixo risco A é facultativa, com taxa de serviçoDesde o registro, sujeito a fiscalização posterior de enquadramento
Médio riscoAlvará e licenças emitidos automaticamente após o registro; vistoria sanitária posterior; TLFF devidaDesde a emissão automática, com o estabelecimento sujeito a vistoria depois
Alto riscoAnálise e vistoria prévias do órgão licenciador; alvará mais licença ambiental e/ou sanitária conforme o Anexo ISomente depois de concluído o licenciamento

Uma observação que vale para todos os níveis: a LC nº 6.048/2023 incluiu o § 5º no art. 4º da LC nº 5.788/2022 para dizer que a regra do médio risco não afasta as licenças ambientais e os demais atos autorizativos previstos na Lei Complementar Federal nº 140/2011. Ou seja, emissão automática de alvará não significa que o licenciamento ambiental deixou de existir — significa que ele segue o rito próprio dele.

O Município emite a inscrição municipal independentemente do grau de risco. Isso confunde muita gente: ter inscrição no Cadastro Mobiliário não é o mesmo que estar licenciado. A inscrição é cadastro fiscal; alvará e licenças são atos de polícia administrativa. Empresa com inscrição ativa e sem licença em atividade de alto risco continua irregular, e o cadastro ativo é justamente o que faz a SEMF lançar as taxas todo ano.

Comparativo entre baixo risco A, médio risco e alto risco em Teresina e o que cada nível exige
Os três níveis de risco e o que cada um exige antes de abrir as portas em Teresina.

A classificação é fundamentada no CNAE e, em parte dos casos, em declarações de questões fechadas sobre a condição do empreendimento e o compromisso de observar a legislação de posturas, sanitária, ambiental e de prevenção contra incêndios. Declaração falsa não muda o risco real da atividade — só transfere para você a responsabilidade pelo que foi declarado.

O que é baixo risco A e quando a empresa fica dispensada de alvará em Teresina?

Baixo risco A é a faixa em que a atividade fica específica e exclusivamente dispensada de todos os atos públicos de liberação para operar e funcionar de forma plena e contínua. Em Teresina, a lista dessas atividades é o Anexo II do Decreto Municipal nº 24.861/2023. Quando todos os CNAEs do estabelecimento estão nesse anexo, não há alvará de funcionamento a requerer, não há vistoria prévia e não há TLFF a pagar. A base é o art. 3º, caput, I da Lei nº 13.874/2019, que dispensa os atos públicos de liberação para a atividade de baixo risco, combinado com a LC Municipal nº 5.788/2022. Quem pode classificar essas atividades está no § 1º, I a III do mesmo artigo.

A norma municipal soma dois filtros, e os dois têm de fechar ao mesmo tempo. A atividade precisa se qualificar como baixo risco A em todos os requisitos da Resolução CGSIM nº 51/2019 — norma nacional que continua em vigor, alterada pelas Resoluções nº 57/2020, nº 59/2020 e nº 68/2022 — e precisa constar do Anexo II do decreto de Teresina. Uma atividade que o CGSIM trata como baixo risco pode estar fora do Anexo II por decisão municipal; nesse caso, em Teresina, ela não gera a dispensa integral.

O ponto que mais gera discussão no balcão é o alcance da dispensa. Ela é do estabelecimento, não de uma atividade isolada. Se uma ou mais atividades do CNPJ não estiverem classificadas como baixo risco A, o estabelecimento fica obrigado ao alvará de funcionamento e aos demais licenciamentos, prévios ou não. Uma loja de roupas com um CNAE secundário de reparação de eletrodomésticos, por exemplo, perde a dispensa integral por causa do secundário — mesmo que ele responda por 2% do faturamento e mesmo que ele nunca tenha sido usado.

⚠️ Dispensa de licença ambiental ou sanitária não é dispensa de alvará. São atos distintos, com fundamentos distintos. O próprio Decreto nº 24.861/2023 registra que a dispensa específica de licenciamento sanitário e/ou ambiental de operação não desobriga as demais licenças pertinentes nem exclui a exigência do alvará de funcionamento e da respectiva Taxa de Licença e Fiscalização para Funcionamento. Quem lê no relatório "dispensa de licença ambiental de operação" e conclui que não precisa de alvará vai receber o boleto da TLFF do mesmo jeito.

Alguns códigos do Anexo II vêm com condição expressa no próprio texto — do tipo "desde que a atividade não envolva determinada finalidade" ou "exceto quando houver manipulação". A condição integra o enquadramento. Se a operação real não cumpre a condição, o código continua na lista, mas o seu estabelecimento não está nela. É por isso que a definição dos CNAEs tem de ser feita a partir do que a empresa faz de verdade, e não do que soa mais cômodo no momento do registro.

A Declaração de Atividade de baixo risco A

Quem se autodeclara baixo risco A pode requerer ao Município a Declaração de Atividade de baixo risco A, mediante pagamento da respectiva taxa de serviço. É faculdade, não obrigação: a dispensa existe independentemente do papel. Mas o papel resolve situações concretas — locador que exige comprovação de regularidade, tomador de serviço que pede alvará no cadastro de fornecedores, banco que abre conta empresarial, licitação que lista documentos. Vejo muitos clientes pedirem a declaração justamente para ter o que anexar quando alguém pede "o alvará" e não existe alvará a anexar.

A dispensa por baixo risco A alcançaA dispensa por baixo risco A não alcança
Alvará de funcionamento e a TLFF correspondenteInscrição municipal no Cadastro Mobiliário
Licença sanitária municipal e a TRIFSRegularidade da edificação junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Piauí
Licença ambiental municipal de operação e a TLAViabilidade locacional, zoneamento e uso do solo
Vistoria prévia como condição para abrir as portasRegistro em conselho profissional e responsável técnico
Obrigações fiscais, emissão de notas e regime tributário

E a dispensa não é definitiva nem imune a conferência. A atividade de nível I não comporta vistoria para o exercício contínuo e regular, mas fica sujeita à fiscalização posterior de devido enquadramento. Se o fiscal chegar e encontrar uma operação diferente da declarada, o enquadramento cai, e com ele a dispensa.

Como consultar o grau de risco do meu CNAE em Teresina?

A consulta abaixo roda em cima dos anexos municipais consolidados — a mesma base e o mesmo motor de classificação que a RBO usa internamente, publicados aqui para você conferir antes do protocolo. Há quatro jeitos de começar:

  • Pelo CNPJ: digite o CNPJ e a ferramenta busca, na base pública da Receita Federal, o CNAE principal e todas as secundárias da empresa. Serve para conferir uma empresa que já existe — a sua, a de um cliente ou a de um ponto que você pretende assumir.
  • Pela descrição da atividade: escreva “oficina”, “farmácia”, “padaria” — a busca entende os nomes do dia a dia e ignora acentos.
  • Pelo código: cole um ou vários CNAEs, com ou sem pontuação. O primeiro da lista é tratado como atividade principal.
  • Em lote: na aba “Lote de empresas”, uma empresa por linha, para quem precisa avaliar vários estabelecimentos de uma vez — até 300 por consulta.

A metragem só é pedida quando algum dos códigos informados tem regra condicionada à área, e sem ela o resultado sai condicionado — nunca pelo lado favorável. O resultado traz o eixo ambiental e o sanitário de cada CNAE, se o código está no Anexo II do baixo risco A, a norma de origem, a estimativa de TLFF, TLA e TRIFS e os próximos passos. Dá para imprimir em uma página A4, baixar em CSV, copiar um link que abre a consulta pronta e mandar o resultado direto para o WhatsApp da RBO. As dez últimas consultas ficam guardadas no seu navegador — nada é enviado nem armazenado no servidor. A data de revisão da base aparece no topo da ferramenta e no rodapé do relatório.

A base consolidada usada aqui traz 1.034 CNAEs no Anexo I e 298 CNAEs de baixo risco A no Anexo II — contagem feita na base consolidada em 26/09/2026, considerando o Decreto nº 24.861/2023 e os Decretos nº 25.363/2023 e nº 28.436/2025 —, além das ocupações do Anexo III. O Anexo I é o que classifica, atividade por atividade, os dois eixos de licenciamento municipal; o Anexo II é a lista da dispensa; o Anexo III trata de quem não usa CNAE e é classificado pela Classificação Brasileira de Ocupações — profissional autônomo, por exemplo. Ocupação não listada no Anexo III é considerada dispensada de licenciamento ambiental e sanitário, o que não dispensa o eventual alvará de funcionamento nem a TLFF.

O que cada campo do resultado quer dizer

Campo do resultadoComo ler
Baixo risco ADiz se aquele código está no Anexo II. Só há dispensa integral se todos os códigos informados estiverem
Resultado ambientalAlto risco, dispensa específica de Licença Ambiental de Operação ou regra condicionada à área
Resultado sanitárioAlto risco, médio risco, dispensa de licença sanitária ou competência do Estado do Piauí
Norma de origemO decreto que classificou o CNAE e, quando houver, o decreto que alterou aquela linha
Taxas indicadasTLFF quando o alvará for exigido, TLA quando houver licenciamento ambiental, TRIFS quando houver licença sanitária municipal
Resultado consolidadoO enquadramento do estabelecimento, que segue a atividade de maior risco em cada eixo
Fluxo de decisão do grau de risco em Teresina, do CNAE informado até as taxas devidas
Caminho da decisão: todos os CNAEs no Anexo II levam à dispensa; qualquer código fora dela traz o alvará e as taxas de volta.

Use a consulta com os CNAEs que você pretende registrar, e não com os que já estão no cartão CNPJ, se a operação mudou. Alteração contratual para incluir atividade nova reabre a conversa sobre licenciamento: um código acrescentado em março pode fazer aparecer uma exigência sanitária que não existia em janeiro, e o cadastro na SEMF passa a receber outra taxa no exercício seguinte.

O relatório de uma página serve para levar a conversa adiante — com o sócio, com o locador, com o órgão. Ele traz o consolidado e o detalhamento por código, porque em estabelecimento com quatro ou cinco atividades a pergunta útil quase nunca é "qual é o risco da empresa", e sim "qual código está puxando a exigência para cima".

💡 Ficou em dúvida se o código que o contador antigo registrou descreve o que a sua empresa faz hoje? Manda a lista de CNAEs e uma frase sobre a operação no WhatsApp da RBO que a gente confere nos anexos municipais e responde o que muda em alvará, licenças e taxas.

Vários CNAEs e a metragem do ponto mudam o resultado da consulta?

Mudam, e essa é a parte da consulta que mais surpreende. Quando o estabelecimento tem mais de uma atividade, o resultado consolidado segue a atividade de maior grau de risco, avaliada separadamente em cada eixo — um eixo ambiental e um eixo sanitário. Um CNAE de alto risco ambiental somado a outro de alto risco sanitário resulta em exigência nos dois. E a dispensa por baixo risco A só é indicada quando todos os códigos estão no Anexo II, sem exceção.

Vale um exemplo hipotético e didático, com três atividades que aparecem juntas com frequência em Teresina. Suponha uma loja com comércio de artigos de papelaria, serviços de impressão e um CNAE de comércio de produtos de limpeza. O primeiro pode estar no Anexo II; o segundo pode ter dispensa específica de Licença Ambiental de Operação; o terceiro pode ter resultado sanitário de médio risco. O consolidado fica assim: sem dispensa integral, alvará exigido, TLFF devida, TRIFS devida e nenhuma TLA. Os números e códigos exatos do seu caso saem da consulta acima — este é só o raciocínio.

Atividade informadaEixo ambientalEixo sanitárioEfeito no consolidado
CNAE no Anexo II——Sozinho, levaria à dispensa integral
CNAE com dispensa específica de Licença de OperaçãoDispensa específica, podendo exigir requerimento e taxa—Não gera TLA, mas não devolve a dispensa de alvará
CNAE de médio risco sanitário—Licença sanitária municipalPuxa a TRIFS e a vistoria posterior
Resultado do estabelecimentoSem licenciamento ambientalCom licença sanitáriaAlvará + TLFF + TRIFS

Quando a área entra na conta

Parte dos CNAEs do Anexo I tem regra condicionada à área: até um certo limite o resultado é um; acima dele, outro. O limite pode estar em metros quadrados, típico de atividade urbana, ou em hectares, típico de atividade rural. Um exemplo real da base: o CNAE 1096-1/00 tem resultado ambiental diferente até 10 m² e acima de 10 m². Por isso a ferramenta só exibe o campo de área quando algum código informado depende dele, e não pede hectares para CNAE urbano nem metros quadrados quando apenas a área rural importa.

Área tem um segundo efeito, independente do grau de risco: ela define a faixa de valor da TLFF e da TRIFS. São duas coisas separadas que costumam ser confundidas. A metragem pode mudar o enquadramento de alguns CNAEs e muda o preço de duas taxas em praticamente todos os casos. Vinte metros quadrados a mais no contrato de locação podem empurrar a TLFF para a faixa seguinte sem alterar uma linha do licenciamento.

Quando um CNAE não aparece nos anexos municipais, a consulta não presume o enquadramento. Ela informa que não foi localizada classificação municipal expressa para aquele código na base consultada e pede confirmação com os órgãos competentes de Teresina. Nesse cenário a dispensa integral do estabelecimento não pode ser afirmada — silêncio da base não é dispensa.

Há ainda o caso do CNAE que existe no cartão CNPJ mas não descreve nada do que a empresa faz. Ele conta para o enquadramento de qualquer forma, porque o Município classifica a atividade declarada. Limpar códigos inúteis do objeto social é uma das poucas providências que podem reduzir exigência sem mexer na operação — e é lícita justamente porque aproxima o cadastro da realidade.

Quando a empresa precisa de licença ambiental em Teresina?

Precisa quando o Anexo I do Decreto nº 24.861/2023 aponta licenciamento ambiental para algum dos CNAEs do estabelecimento. O anexo dá a cada atividade um dos três resultados possíveis no eixo ambiental: alto risco, com licenciamento exigido; dispensa específica de Licença Ambiental de Operação; ou regra condicionada à área, em que o resultado muda a partir de um limite de m² ou de hectares. Havendo licenciamento ambiental municipal, incide a Taxa de Licenciamento Ambiental (TLA), prevista no Anexo XI do Código Tributário do Município de Teresina.

A dispensa específica de Licença de Operação merece atenção porque o nome engana. Ela diz respeito a um ato: a LO. Pode continuar havendo requerimento ao órgão ambiental, emissão de declaração e pagamento de taxa de serviço. E ela não transforma a atividade em baixo risco A — o alvará de funcionamento segue exigido se algum CNAE estiver fora do Anexo II. Vejo esse mal-entendido virar autuação: o empresário lê "dispensa", não protocola nada e descobre no ano seguinte que faltava a declaração.

Qual licença ambiental se aplica

A TLA não tem valor único porque o licenciamento ambiental tem etapas. Há Licença Prévia, Licença de Instalação, Licença de Operação e a Licença Ambiental Simplificada, cada uma com valor próprio no Anexo XI. Elas não se somam automaticamente: a incidência depende do procedimento aplicável ao empreendimento. Quem vai ocupar uma sala comercial pronta normalmente discute apenas a LO; quem vai construir a planta passa pelas etapas anteriores.

Tipo de licençaQuando apareceComo é cobrada
Licença Prévia (LP)Na aprovação da concepção e da localização do empreendimentoValor por porte, no Anexo XI do CTMT
Licença de Instalação (LI)Na autorização para instalar ou construirValor por porte, no Anexo XI do CTMT
Licença de Operação (LO)Para operar a atividade licenciadaPor ano, proporcional aos meses licenciados quando houver fração de ano
Licença Ambiental SimplificadaNo rito simplificado, conforme o enquadramento do empreendimentoCorresponde ao somatório das licenças individuais dentro do porte

O porte do empreendimento é definido pelo parâmetro que der a maior dimensão entre área total construída, investimento total e número de empregados — não pela média entre eles, e não pelo que for mais favorável. Uma operação de 300 m² com investimento de R$ 3 milhões é de porte grande pelo investimento, ainda que a área sugerisse porte pequeno. Essa regra está no Anexo XI e é a origem de boa parte das divergências entre o valor que o empresário esperava e o valor que veio no documento de arrecadação.

Além das licenças, o Anexo XI traz autorizações ambientais diversas com valor por unidade: limpeza de área, corte e poda de vegetação, vistorias, pareceres técnicos. Quem vai reformar o ponto, derrubar uma árvore no recuo ou movimentar terra precisa contar com esses itens, que não aparecem na consulta de grau de risco porque não decorrem do CNAE, e sim do que você vai fazer no imóvel.

Empreendimento de maior impacto pode sair da competência municipal e passar à competência do Estado do Piauí ou da União, conforme o critério de repartição da Lei Complementar Federal nº 140/2011. Nesse caso o pedido é dirigido ao órgão estadual ambiental, com taxas próprias, que não estão nas tabelas municipais desta página. A LC nº 6.048/2023 deixou expresso que as regras do médio risco não afastam esses atos autorizativos.

Uma nota de calendário que ajuda no planejamento: a Licença de Operação em Teresina tem prazo de validade de quatro anos, de acordo com o Decreto Municipal nº 18.978/2019, que alterou o regulamento da LC nº 4.974/2016 — e, no caso de início de atividade sujeita a licenciamento ambiental, o prazo fica a critério do órgão ambiental competente, com mínimo de quatro e máximo de cinco anos. A TLA da renovação pode ser paga em quatro parcelas, atualizadas em janeiro pela variação anual do IPCA-E.

Quando a licença sanitária é do município e quando é do Estado do Piauí?

O eixo sanitário do Anexo I tem quatro resultados possíveis, e eles respondem a pergunta: alto risco, com vistoria e análise prévias; médio risco, com licença emitida depois do registro e vistoria posterior; dispensa de licença sanitária municipal; e competência estadual, quando a fiscalização não é do Município e o pedido deve ser dirigido à Vigilância Sanitária do Estado do Piauí. Havendo licença sanitária municipal, incide a Taxa de Registro, Inspeção e Fiscalização Sanitária (TRIFS), do Anexo XIII do Código Tributário do Município, calculada por faixa de área.

Na prática do balcão, o rito depende do nível. A Vigilância Sanitária de Teresina trabalha pelo SLIC, o sistema de licenciamento em que o pedido, os documentos e as notificações tramitam pela internet. Atividade de baixo risco não recebe visita; atividade de médio risco recebe visita posterior à liberação da licença no sistema; atividade de alto risco — restaurante, procedimento médico invasivo, drogaria — depende de vistoria prévia dos técnicos antes de qualquer liberação.

Resultado sanitário do Anexo IQuem analisaO que aconteceTRIFS
Alto riscoVigilância Sanitária de TeresinaVistoria prévia antes da liberaçãoDevida, por faixa de área
Médio riscoVigilância Sanitária de TeresinaLicença liberada no SLIC e vistoria depoisDevida, por faixa de área
Dispensa de licença sanitária—Sem licença sanitária municipalNão incide
Competência estadualVigilância Sanitária do Estado do PiauíPedido dirigido ao órgão estadualNão incide a taxa municipal; há taxas estaduais próprias

⚠️ Competência estadual não é dispensa. Quando a consulta devolve "licenciamento sanitário de competência estadual", ela está dizendo que o pedido tem outro endereço, não que ele deixou de existir. A repartição de competências é objeto de pactuação na Comissão Intergestores Bipartite do Piauí; confirme com a Vigilância Sanitária estadual qual resolução está em vigor para a sua atividade antes do protocolo. Funcionar sem a licença estadual em atividade que a exige sujeita o estabelecimento à interdição e às penalidades da legislação sanitária.

O Anexo XIII vai além da licença do estabelecimento. Ele traz autorizações sanitárias específicas, cobradas por unidade: veículo de transporte de produtos e substâncias de interesse da saúde, veículo de transporte de pacientes, demais veículos sujeitos a controle sanitário, autorização para vacinação extramuros por serviço privado e análise de projeto arquitetônico, esta correspondente a 50% do valor da faixa de área aplicável. Clínica que compra uma van, distribuidora que passa a entregar com veículo próprio e empresa que faz campanha de vacinação em empresa cliente entram nessas hipóteses.

Evento temporário tem tratamento próprio: a TRIFS pode ser cobrada por evento, conforme a área utilizada. Quem monta praça de alimentação em festa, feira ou congresso precisa incluir esse item no orçamento, e o pedido é feito antes do evento, não depois.

Há também o caso do estabelecimento que mistura os dois mundos — uma farmácia com sala de aplicação de injetáveis, uma padaria que passa a fabricar salgado congelado para revenda, um salão que começa a fazer procedimento estético com agulha. Em todos, a mudança de operação muda o eixo sanitário antes de mudar qualquer coisa no contrato social. Quando isso acontece, a conversa com a Vigilância vem primeiro; a alteração de CNAE, logo depois.

Como saber, antes do protocolo, se a sua empresa vai precisar de alvará e licenças?

O caminho mais confiável é somar duas leituras: a consulta dos CNAEs nos anexos municipais, que você faz nesta página, e uma descrição honesta da operação real — o que entra, o que sai, quem entra no local, qual o tamanho do ponto e o que a empresa manipula. Os anexos classificam o código; a operação é o que o fiscal encontra na porta. Quando as duas leituras coincidem, o enquadramento costuma se confirmar no protocolo.

Alguns sinais aparecem com tanta frequência nos casos que afastam a dispensa integral que dá para usá-los como triagem. Manipulação de alimentos, procedimento invasivo em pessoas, produto químico ou inflamável, geração de resíduo ou efluente, atendimento presencial ao público, veículo a serviço da atividade, anúncio na fachada e atividade rural — cada um desses puxa um eixo de exigência, quase sempre com taxa associada. O checklist abaixo organiza esses sinais em perguntas de sim ou não sobre a sua empresa.

⚠️ Escolher um CNAE só para reduzir exigência é risco, não economia. O código deve descrever a atividade efetivamente exercida; enquadramento indevido pode levar a autuação, cassação da licença, nulidade dos atos de liberação e problema fiscal — inclusive no regime tributário, já que anexo do Simples Nacional e alíquota de ISS também são definidos por atividade. Planejamento é ajustar o cadastro à operação real; declarar operação diferente da real é outra coisa.

Responda pensando nos próximos doze meses, não apenas no dia da abertura. Quem já sabe que vai instalar letreiro, comprar um veículo de entrega ou incluir um serviço novo evita fazer duas vezes o mesmo caminho no SLIC e no Cadastro Mobiliário.

Diagnóstico de licenciamento da empresa em Teresina

Marque os sinais que existem na operação real do seu estabelecimento — não na que está escrita no contrato social. Quanto mais sinais, maior a chance de o enquadramento sair do baixo risco A e exigir alvará, licença sanitária ou licença ambiental, com as taxas correspondentes. Leve o resultado para a consulta de CNAE desta página e para o seu contador.

0de 14 sinais marcados

Marque os itens acima para ver a leitura do resultado.

Importante: O resultado é uma triagem inicial a partir do que você marcou, não um enquadramento oficial e nem promessa de economia ou de dispensa. Quem classifica a atividade é a Prefeitura de Teresina, pelos anexos do Decreto Municipal nº 24.861/2023 e normas posteriores, e quem define o valor devido é o documento de arrecadação da SEMF. Áreas, portes e condições expressas de cada CNAE precisam ser conferidas caso a caso antes do protocolo.

Quanto custam TLFF, TLA e TRIFS em Teresina no exercício 2026?

Depende de duas coisas, nesta ordem: quais taxas incidem, o que é decidido pelo grau de risco dos seus CNAEs, e quanto vale cada uma, o que é decidido pelo tamanho — área do estabelecimento na TLFF e na TRIFS, porte do empreendimento na TLA. Para o exercício de 2026 a Secretaria Municipal de Finanças divulgou TLFF de R$ 142,53 (até 30 m²) a R$ 3.808,30 (acima de 2.100 m²), TRIFS de R$ 261,31 (até 15 m²) a R$ 1.311,01 (acima de 4.000 m²) e TLA de R$ 576,07 a R$ 4.904,02, ao anunciar a distribuição dos boletos, em 01/12/2025.

Uma nota sobre a fonte desses valores: a publicação da SEMF que os divulgou saiu no portal antigo da Secretaria, em semf.pmt.pi.gov.br, e não está mais acessível depois da migração dos endereços eletrônicos do Município — na conferência de 26/09/2026, o link responde apenas com redirecionamento para o portal novo. Por isso esta página não linka a publicação: confirme os valores no documento de arrecadação, no portal de serviços da SEMF ou no atendimento da Secretaria.

Os valores nominais das faixas estão nos anexos do Código Tributário do Município de Teresina — Lei Complementar Municipal nº 4.974, de 26/12/2016, com as alterações das LC nº 5.093/2017 e nº 5.318/2018 — e são atualizados a cada exercício. Nas tabelas abaixo, o que está marcado como confirmado foi divulgado pela SEMF para 2026; o que está como calculado resulta de aplicar ao valor nominal do anexo o mesmo índice verificado nos valores publicados (fator 1,4847169). O valor devido é sempre o do documento de arrecadação emitido pela SEMF.

Taxas municipais de Teresina em 2026: faixas de TLFF, TRIFS e TLA por área e por porte
Faixas divulgadas para 2026 — o valor devido é sempre o do documento de arrecadação da SEMF.

TLFF — alvará de funcionamento, por faixa de área

Base legal: arts. 212 a 224 e Anexo IX do CTMT. Periodicidade anual, por classe de área do estabelecimento.

Classe de áreaNominal — Anexo IX (R$)Exercício 2026 (R$)Situação
Até 30,00 m²96,00142,53confirmado
Acima de 30,00 até 60,00 m²144,00213,80calculado
Acima de 60,00 até 120,00 m²192,00285,07calculado
Acima de 120,00 até 200,00 m²257,00381,57calculado
Acima de 200,00 até 260,00 m²337,00500,35calculado
Acima de 260,00 até 400,00 m²449,00666,64calculado
Acima de 400,00 até 550,00 m²593,00880,44calculado
Acima de 550,00 até 700,00 m²834,001.238,25calculado
Acima de 700,00 até 1.000,00 m²1.059,001.572,32calculado
Acima de 1.000,00 até 1.200,00 m²1.283,001.904,89calculado
Acima de 1.200,00 até 1.500,00 m²1.604,002.381,49calculado
Acima de 1.500,00 até 1.800,00 m²1.924,002.856,60calculado
Acima de 1.800,00 até 2.100,00 m²2.246,003.334,67calculado
Acima de 2.100,00 m²2.565,003.808,30confirmado

Profissional liberal e autônomo têm valores próprios por ano ou fração, também divulgados pela SEMF para 2026: R$ 237,55 para nível superior, R$ 95,02 para técnico profissional de nível médio e R$ 23,76 para artífices e demais categorias.

TRIFS — licença sanitária, por faixa de área

Base legal: Anexo XIII do CTMT, Tabela 1. Registro ou renovação de registro, por ano ou por evento, conforme a área do estabelecimento.

Área do estabelecimento ou eventoNominal — Anexo XIII (R$)Exercício 2026 (R$)Situação
Até 15,00 m²176,00261,31confirmado
De 15,01 a 30,00 m²196,00291,00calculado
De 30,01 a 50,00 m²217,00322,18calculado
De 50,01 a 100,00 m²238,00353,36calculado
De 100,01 a 200,00 m²261,00387,51calculado
De 200,01 a 300,00 m²332,00492,93calculado
De 300,01 a 500,00 m²434,00644,37calculado
De 500,01 a 1.000,00 m²534,00792,84calculado
De 1.000,01 a 2.000,00 m²608,00902,71calculado
De 2.000,01 a 3.000,00 m²710,001.054,15calculado
De 3.000,01 a 4.000,00 m²782,001.161,05calculado
Acima de 4.000,00 m²883,001.311,01confirmado

Autorizações sanitárias da Tabela 2 do Anexo XIII, estimadas para 2026: veículo de transporte de produtos e substâncias de interesse da saúde, R$ 22,27 por veículo; veículo de transporte de pacientes, R$ 29,69 por veículo; demais veículos de controle sanitário, R$ 22,27 por veículo; autorização sanitária para vacinação extramuros por serviços privados, R$ 148,47 por local. A autorização sanitária de projeto arquitetônico corresponde a 50% do valor da faixa de área aplicável.

TLA — licenciamento ambiental, por porte

Base legal: Anexo XI do CTMT. O porte é definido pelo parâmetro que der a maior dimensão entre área total construída, investimento total e número de empregados.

PorteÁrea construída (m²)Investimento total (R$)Nº de empregados
PequenoAté 2.000Até 200.000,00Até 50
MédioDe 2.001 a 10.000De 200.000,01 a 2.000.000,00De 51 a 100
GrandeDe 10.001 a 40.000De 2.000.000,01 a 20.000.000,00De 101 a 1.000
ExcepcionalAcima de 40.000Acima de 20.000.000,00Acima de 1.000

A SEMF divulgou a TLA de 2026 como uma faixa de R$ 576,07 a R$ 4.904,02 e não disse, na publicação, a que licença cada extremo corresponde. Por isso esta página deixou de reproduzir os valores de Licença Prévia, de Licença de Instalação e de Licença Ambiental Simplificada: cada uma tem valor próprio por porte no Anexo XI do CTMT, que é onde você confere, junto com o documento de arrecadação. A tabela abaixo fica só na Licença de Operação, que é a etapa discutida por quem vai ocupar um ponto comercial pronto.

PorteLicença de Operação — exercício 2026 (R$)Situação
Pequeno576,07divulgado pela SEMF como piso da TLA
Médio953,19calculado
Grande1.780,18calculado
Excepcional4.904,02divulgado pela SEMF como teto da TLA

Os valores marcados como calculado nas três tabelas não vieram da SEMF: são o valor nominal do anexo multiplicado pelo mesmo índice verificado nos valores publicados. Eles podem não coincidir com o que a SEMF lança no seu cadastro — quem manda é o documento de arrecadação.

Simulação hipotética de composição do custo municipal

Para ver as peças juntas, uma simulação hipotética e didática, sem relação com caso concreto: uma lanchonete de 45 m² em Teresina, com CNAE de alto risco sanitário e dispensa específica de Licença Ambiental de Operação. A conta municipal de abertura ficaria com TLFF da faixa de 30,01 a 60 m² e TRIFS da faixa de 30,01 a 50 m².

Simulação hipotética — lanchonete de 45 m² (exercício 2026)

TLFF  (faixa acima de 30 até 60 m²) ....... R$   213,80
TRIFS (faixa de 30,01 a 50 m²) ........... R$   322,18
TLA   (dispensa específica de LO) ........ R$     0,00
                                            ----------
Total de taxas municipais ................ R$   535,98

A TLA não incide nessa hipótese; pode haver taxa de serviço pelo
requerimento da dispensa, não estimada aqui.
Não inclui honorários contábeis, JUCEPI, certificado digital,
Corpo de Bombeiros Militar do Piauí nem conselhos profissionais.

Outras taxas que podem entrar

  • TLFA — Taxa de Licença e Fiscalização de Anúncios, do Anexo XII do CTMT, quando houver anúncio, placa, letreiro ou engenho publicitário. Os valores atualizados para 2026 não foram confirmados em fonte oficial nesta revisão: consulte a SEMF antes de considerar o custo.
  • TRIFSA — Taxa de Registro, Inspeção e Fiscalização Sanitária Agropecuária, do Anexo XIV, nas hipóteses agropecuárias: produtor e viveiro de mudas, comércio de insumos agrícolas, indústria de origem vegetal, inspeção de abate, registro de estabelecimento e eventos agropecuários, com unidade e valor próprios por item.
  • Taxa de serviço da Declaração de Atividade de baixo risco A, quando o interessado optar por requerer o documento.

Isenções informadas pela SEMF: templos, associações e instituições sem fins lucrativos, entidades beneficentes, filantrópicas ou caritativas, serviços de táxi e mototáxi e órgãos públicos federais, estaduais e municipais. O MEI optante pelo Simples Nacional é isento das taxas municipais de alvará e de licenças, desde que o cadastro na SEMF reflita essa condição — se o cadastro não refletir, o lançamento sai e a discussão vira administrativa.

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Alvará e licenças de Teresina valem por quanto tempo e quando renovar?

O alvará de funcionamento tem validade de um ano e é renovado anualmente. As licenças ambiental e sanitária, conforme a SEMF, passaram a ter validade de quatro anos, com pagamento em cota única ou dividido em quatro parcelas corrigidas anualmente pelo IPCA-E. No caso da Licença Ambiental de Operação, o prazo de quatro anos e o parcelamento da TLA constam do Decreto Municipal nº 18.978, de 30/08/2019, que alterou o regulamento da LC nº 4.974/2016; para início de atividade sujeita a licenciamento ambiental, o prazo fica a critério do órgão ambiental, com mínimo de quatro e máximo de cinco anos.

AtoValidadeForma de pagamento da taxaObservação
Alvará de funcionamento (TLFF)1 anoCota únicaRenovação anual, pedido pelo SLIC
Licença sanitária (TRIFS)4 anos, conforme a SEMFCota única ou 4 parcelasParcelas corrigidas anualmente pelo IPCA-E
Licença Ambiental de Operação (TLA)4 anos (mínimo 4 e máximo 5 no início de atividade)Cota única ou 4 parcelas na renovaçãoLO calculada por ano, proporcional aos meses licenciados na fração de ano
Declaração de baixo risco ADocumento declaratório, facultativoTaxa de serviçoNão substitui alvará onde ele é exigido

O calendário do licenciamento em Teresina começa antes do exercício a que se refere. Os boletos das taxas de 2026 começaram a ser distribuídos pelos Correios em dezembro de 2025, com vencimento em 30/12/2025, para todos os contribuintes — pessoa física e pessoa jurídica — com situação ativa no Cadastro Mobiliário. Quem não recebeu a correspondência no endereço cadastrado emite a segunda via no portal de serviços da SEMF, e os pedidos de licenciamento e renovação de alvará seguem pelo SLIC.

⚠️ Quem não quita as taxas não consegue emitir alvará nem as licenças ambiental e sanitária, e fica impedido de tirar a Certidão Negativa de Débitos municipal — documento exigido em contrato, convênio, licitação e boa parte das operações formais. Além disso, a atividade irregular fica sujeita à ação das SDUs, da Vigilância Sanitária, da SEMF, da Secretaria do Meio Ambiente e do Ministério Público.

Endereço desatualizado no cadastro é a causa mais banal de atraso. O boleto vai para o endereço do Cadastro Mobiliário; se a empresa mudou de ponto e não atualizou, a correspondência chega no lugar errado, o prazo passa e o empresário só descobre quando tenta renovar o alvará ou puxar a certidão. Atualização cadastral custa nada e é o item mais esquecido da lista.

Sobre débito antigo: o Município abriu o RefisTHE 2026 pela Lei Complementar nº 6.359, de 06/05/2026, alcançando débitos vencidos até 19/05/2026 — ISS, IPTU, COSIP e taxas de licenciamento ambiental, sanitário e alvará de exercícios anteriores. A adesão começou em 20/05/2026 e terminaria em 30/06/2026; foi prorrogada para 31/07/2026, depois para 31/08/2026 e, por último, para 30/09/2026, em ato divulgado pela Prefeitura em 31/08/2026. As taxas de licenciamento do exercício de 2026 entram no programa apenas para pagamento à vista, sem parcelamento. Os descontos anunciados chegam a 100% de juros e multas no pagamento à vista e caem conforme o número de parcelas. Como o prazo vem sendo prorrogado mês a mês, confira no portal da Prefeitura se houve nova prorrogação depois de 30/09/2026 — esta checagem foi feita em 26/09/2026.

Uma consequência prática da validade de quatro anos: o boleto de um ano em que "só veio o alvará" não significa que a licença caiu. Significa, em regra, que a licença está dentro do período de validade e que a parcela daquele ano acompanha o calendário próprio. Antes de concluir que houve erro no lançamento, confira no SLIC qual licença está ativa e até quando.

Qual é o passo a passo para abrir a empresa em Teresina com os CNAEs e as licenças certos?

A abertura no Piauí é digital de ponta a ponta e passa por um único portal: o art. 2º da LC Municipal nº 5.788/2022 determina que a abertura, o registro e a alteração de empresas no Município de Teresina sejam realizados exclusivamente pela internet, no portal do Sistema Integrador Estadual da Redesim. Uma correção de rota em relação à versão anterior desta página: o art. 34 da mesma lei, na redação dada pela LC nº 6.048/2023, trata de outra coisa — das hipóteses em que o Alvará de Funcionamento é declarado nulo. O portal é o Gov.PI Empresas, que reúne JUCEPI, SEFAZ-PI, Corpo de Bombeiros, ADAPI, Divisa e SEMARH em modelo de balcão único. A ordem das etapas é sempre a mesma, e o grau de risco entra no meio do caminho — não no fim.

Checklist visual das etapas de abertura de empresa em Teresina com o grau de risco no meio do caminho
As etapas em ordem, do nome empresarial ao pagamento das taxas e à opção tributária.
EtapaOndeO que costuma travar
Definir os CNAEs pela operação realCom o contador, antes de qualquer protocoloCódigo que não descreve a atividade, ou código a mais herdado de um objeto social antigo
Conferir o enquadramento nos Anexos I e IIConsulta desta página e, na dúvida, órgão licenciadorCNAE secundário fora do Anexo II derrubando a dispensa integral
Consulta de viabilidade de nome e endereçoGov.PI EmpresasEndereço em zona que não admite a atividade; nome colidente; imóvel sem regularidade
Registro do ato constitutivo e CNPJJUCEPI, pelo balcão únicoDocumento do sócio divergente; capital e objeto mal descritos
Inscrição municipal no Cadastro MobiliárioSEMFÁrea do estabelecimento informada de forma diferente da do contrato de locação
Alvará de funcionamento e licençasSLICAlto risco aguardando vistoria prévia; documento faltando no processo eletrônico
Pagamento de TLFF, TLA e TRIFSPortal de serviços da SEMF (servicos-semf.pmt.pi.gov.br)Boleto enviado para endereço cadastral desatualizado
Bombeiros, conselho profissional e responsável técnicoCorpo de Bombeiros Militar do Piauí, pelo balcão único, e conselho da categoriaDescoberto só depois de assinar a locação
Certificado digital, notas e opção tributáriaReceita Federal, SEMF e SEFAZ-PI quando houver ICMSPrazo de opção pelo Simples Nacional perdido por atraso nas etapas anteriores

A viabilidade é a etapa que mais se confunde com grau de risco, e elas são coisas diferentes. Na viabilidade, a JUCEPI aprova o nome empresarial e a Prefeitura aprova a atividade naquele endereço, à luz do zoneamento e do uso do solo. Um CNAE de baixo risco A pode ser recusado num endereço residencial de zona estritamente residencial, e um CNAE de alto risco pode ser aprovado num distrito industrial. Grau de risco responde "o que exigem de mim"; viabilidade responde "posso exercer isso aqui".

O Piauí é rápido nessa cadeia quando a documentação está correta. A JUCEPI trabalha com viabilidade automatizada, contrato padrão e deferimento automático no registro de empresário individual. O volume dá a dimensão do movimento: foram 12.399 novos registros no Piauí entre janeiro e março de 2026, número do Painel Empresarial da JUCEPI divulgado pelo Governo do Estado. Esta página não reproduz tempo médio de abertura: o painel de tempos da Redesim não abriu em navegador comum na conferência de 26/09/2026. O que alonga o prazo raramente é a Junta; é documento incompleto, endereço inviável e licença de alto risco esperando vistoria.

Se a empresa já existe e o que você vai fazer é abrir um segundo ponto, o roteiro muda: há detalhes de inscrição, licença e imposto próprios da filial, tratados em como abrir uma filial em Teresina. E se a atividade for de serviço, vale conferir a alíquota do seu código na tabela de ISS de Teresina antes de fechar preço com cliente.

Atividade integralmente de baixo risco A dispensa os atos de liberação, mas não dispensa inscrição municipal, emissão de nota, escrituração nem as demais obrigações fiscais. A dispensa é de licenciamento, não de contabilidade.

O que a consulta de grau de risco não analisa — e o que ainda pode travar a abertura?

A consulta desta página trata da classificação de risco dos CNAEs nos anexos municipais e de uma estimativa das taxas municipais. Tudo o que não decorre do CNAE fica fora — e é justamente aí que moram as recusas mais caras, porque costumam aparecer depois de o contrato de locação estar assinado. Três itens precisam ser conferidos antes de você assinar a locação:

  • Viabilidade locacional, zoneamento e uso do solo — analisados na consulta de viabilidade, procedimento distinto do grau de risco. É o que diz se aquela atividade pode ser exercida naquele endereço.
  • Regularidade do imóvel e habite-se — imóvel irregular inviabiliza licença até para atividade de risco baixo, e quem responde pela regularização costuma ser o locatário, não o dono.
  • Segurança contra incêndio e pânico — norma própria do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, que entra no balcão único do Gov.PI Empresas. Peça ao locador o que já existe de regularização da edificação antes de assinar.

Fora do contrato de locação, duas frentes seguem lógica própria. A primeira é a das exigências de quem regula a profissão e a atividade: registro da empresa e do responsável técnico em CRM, CRO, CREA, CRC e afins, com anuidade; e as regras estaduais e federais que se somam às municipais — vigilância sanitária estadual, licenciamento ambiental de competência do Estado ou da União, ANVISA, Polícia Federal, Exército e Ministério da Agricultura, conforme a atividade.

A segunda frente aparece depois que as portas abrem. Impacto de vizinhança, poluição sonora e destinação de resíduos são exigidos por norma específica, não pelo CNAE, e podem pedir estudo ou plano próprio. Débito e restrição cadastral em nome da empresa ou dos sócios travam a emissão de licença e de certidão. E o regime tributário corre por fora de tudo isso: anexo do Simples Nacional, ISS, ICMS e entregas mensais seguem outra lógica, tratada no planejamento tributário.

O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí trabalha com certificado de licenciamento para edificação de baixo potencial de risco à vida e ao patrimônio, mediante declaração do responsável e vistoria por amostragem, o que torna o processo rápido — e cria a falsa impressão de que não existe exigência. Existe: o certificado tem validade, a edificação continua sujeita a fiscalização a qualquer tempo e a regularização é do responsável pelo uso do imóvel, não do Município. O pedido entra pelo balcão único do Gov.PI Empresas; o site próprio do órgão, em cbm.pi.gov.br, não respondeu na conferência de 26/09/2026.

Outro ponto fora do escopo da consulta é a forma real de operação. Dois estabelecimentos com CNAEs idênticos podem ter exigências diferentes se um deles manipula alimento no local, usa gás, atende público em sala fechada ou funciona em horário noturno. A classificação por CNAE é o ponto de partida da análise; a inspeção olha o que está montado.

💡 Antes de assinar a locação, vale conferir zoneamento, regularidade do imóvel e exigências de bombeiro para a atividade. Se quiser uma segunda leitura antes de fechar o contrato, chame a RBO no WhatsApp com o endereço e os CNAEs pretendidos.

A regra aplicada hoje em Teresina é a soma de quatro normas federais e cinco municipais. No plano federal: a Lei nº 11.598/2007, que criou a Redesim e o licenciamento após o registro; a Lei nº 13.874/2019, que dispensou os atos de liberação no baixo risco pelo art. 3º, caput, I e fixou no § 1º as regras de classificação; o Decreto nº 10.178/2019, que detalhou os critérios; e a Resolução CGSIM nº 51/2019, com as alterações das Resoluções nº 57/2020, nº 59/2020 e nº 68/2022 — confirmadas como as últimas alterações nesta revisão. A Lei Complementar nº 123/2006 entra pelo tratamento diferenciado de ME e EPP no registro e na baixa. No plano municipal, o texto das leis complementares está na seção Leis Complementares do SEMF Legis e o dos decretos, na seção Decretos.

Linha do tempo das normas de grau de risco aplicáveis a Teresina, de 2007 a 2026
Da Redesim ao exercício de 2026: as normas que formam a regra de risco aplicada em Teresina.
AnoNormaO que ela faz
2007Lei Federal nº 11.598Institui a Redesim; art. 6º-A permite licenciamento automático após o registro
2016LC Municipal nº 4.974 (CTMT)Institui TLFF (Anexo IX), TLA (Anexo XI), TRIFS (Anexo XIII) e TRIFSA (Anexo XIV)
2017 e 2018LC Municipais nº 5.093 e nº 5.318Alteram as tabelas dos Anexos IX, XI e XIII
2019Lei Federal nº 13.874 e Decreto Federal nº 10.178Dispensa de atos de liberação no baixo risco (art. 3º, caput, I) e critérios de classificação (art. 3º, § 1º)
2019Resolução CGSIM nº 51Define nacionalmente os níveis de risco, inclusive o baixo risco A
2019Decreto Municipal nº 18.978Licença de Operação com validade de quatro anos e TLA em quatro parcelas corrigidas pelo IPCA-E
2022LC Municipal nº 5.788Estabelece o licenciamento das atividades econômicas e os procedimentos de classificação de risco em Teresina
2023Decreto Municipal nº 24.861Fixa as classificações: Anexo I, Anexo II (baixo risco A) e Anexo III (CBO)
2023Decreto Municipal nº 25.363Altera a classificação de CNAEs do Anexo I
2023LC Municipal nº 6.048Redefine o médio risco, confirma a dispensa integral do baixo risco A e ressalva os atos da LC Federal nº 140/2011
2025Decreto Municipal nº 28.436Consta da base consolidada como alterador do Anexo I; não confirmado em repositório público nesta revisão
2026Valores de TLFF, TLA e TRIFS do exercícioDivulgados pela SEMF, com boletos distribuídos a partir de dezembro de 2025

O Decreto Municipal nº 28.436/2025 integra a base consolidada usada na ferramenta, mas não foi possível confirmá-lo em repositório público indexado: a conferência de 26/09/2026 tentou o Diário Oficial do Município, em dom.pmt.pi.gov.br, e a página não abriu. Enquanto isso não se resolve, a consulta mostra no campo norma de origem quais linhas do Anexo I vêm desse decreto — é essa lista, curta, que você leva ao Diário Oficial para conferir antes do protocolo, em vez de reconferir o anexo inteiro.

A LC Municipal nº 6.333/2026 alterou a LC nº 4.974/2016 em regras de transição, escalonamento da Planta de Valores Genéricos e recálculo do IPTU; nesta revisão não se identificou alteração por ela na classificação de risco das atividades econômicas nem nas tabelas de TLFF, TLA e TRIFS.

Como acompanhar mudança: os anexos de classificação são alterados por decreto, e decreto municipal aparece primeiro no Diário Oficial do Município. O texto das leis complementares e dos decretos tributários fica no SEMF Legis, o portal da legislação tributária de Teresina, nas seções de leis complementares e de decretos; as notícias de calendário, valores e mudanças de sistema saem no portal da Prefeitura. Em caso de conflito entre normas, aplica-se a posterior — e uma lista de CNAEs sem data ao lado é o tipo de material que leva alguém a acreditar numa dispensa que não existe mais.

Os endereços eletrônicos do Município mudaram ao longo de 2026: as páginas antigas da SEMF, em semf.pmt.pi.gov.br e pmt.pi.gov.br, passaram a redirecionar para teresina.pi.gov.br, e parte das notícias antigas — inclusive a publicação de dezembro de 2025 com os valores das taxas de 2026 — não foi migrada. Se um link salvo nos seus favoritos cair na página inicial, procure o serviço pelo portal novo antes de concluir que ele foi extinto.

Esta página é revisada sempre que identificamos alteração nas normas municipais de classificação de risco ou nas tabelas de taxas, e a data da última revisão legislativa aparece no rodapé do relatório impresso da consulta. Nenhuma dessas atualizações substitui a conferência no Diário Oficial do Município no dia do protocolo, que é o único documento capaz de dizer o que está em vigor naquela data.

Perguntas frequentes sobre grau de risco em Teresina

Grau de risco e baixo risco A

01O que é grau de risco de uma empresa em Teresina?+

É a classificação que o Município dá a cada atividade econômica para decidir quais atos de liberação serão exigidos do estabelecimento. Ela está prevista na Lei Complementar Municipal nº 5.788/2022, alterada pela Lei Complementar Municipal nº 6.048/2023, e a lista de CNAEs está nos anexos do Decreto Municipal nº 24.861/2023 e nas normas que o alteraram. Do enquadramento saem três respostas práticas: se o alvará de funcionamento é exigido, se há licença ambiental e se há licença sanitária. Como cada ato tem taxa própria, o grau de risco também define o que a SEMF vai lançar no seu cadastro todo ano.

02O que significa baixo risco A em Teresina?+

Baixo risco A é a faixa em que a atividade fica específica e exclusivamente dispensada de todos os atos públicos de liberação para operar de forma plena e contínua. Em Teresina, esses CNAEs estão no Anexo II do Decreto Municipal nº 24.861/2023, e o enquadramento exige que a atividade se qualifique como baixo risco A também nos requisitos da Resolução CGSIM nº 51/2019. Alguns códigos trazem condição expressa no próprio texto do anexo, como não envolver determinada finalidade ou manipulação. Se a operação real não cumpre a condição, o enquadramento não se sustenta, ainda que o código apareça na lista.

03Empresa de baixo risco A precisa de alvará em Teresina?+

Não, quando todas as atividades do estabelecimento são de baixo risco A e as condições legais estão atendidas: nesse cenário a norma municipal dispensa o alvará de funcionamento, os demais atos de liberação e a TLFF correspondente. A dispensa é do estabelecimento, não de uma atividade isolada. Se apenas um dos CNAEs informados estiver fora do Anexo II, o estabelecimento volta a ficar obrigado ao alvará e aos licenciamentos aplicáveis, prévios ou não. Continua sendo possível requerer a Declaração de Atividade de baixo risco A, que é facultativa e sujeita a taxa de serviço.

04Onde encontro a lista de CNAEs de baixo risco A de Teresina?+

No Anexo II do Decreto Municipal nº 24.861, de 26 de setembro de 2023, com as alterações posteriores. O texto compilado dos decretos e das leis complementares tributárias do Município fica no SEMF Legis, o portal da legislação tributária de Teresina, e a publicação original de cada decreto sai no Diário Oficial do Município. A consulta desta página trabalha sobre esses anexos consolidados e mostra, para cada código informado, se ele consta do Anexo II. Antes de protocolar, confira no Diário Oficial se houve decreto novo alterando a classificação da sua atividade.

05Qual é a diferença entre baixo risco A, médio risco e alto risco?+

O baixo risco A dispensa os atos de liberação: não há alvará a pedir nem vistoria prévia, apenas fiscalização posterior de enquadramento. O médio risco, na redação que a LC nº 6.048/2023 deu à LC nº 5.788/2022, reúne as atividades que não são de alto risco nem estão no baixo risco A, e nele o alvará e as licenças são emitidos automaticamente depois do registro, com vistoria posterior. O alto risco depende de análise e vistoria prévias do órgão licenciador, e o estabelecimento só pode funcionar depois de concluído o licenciamento.

06A Resolução CGSIM nº 51/2019 vale em Teresina?+

Vale como piso nacional e continua em vigor, com as alterações das Resoluções CGSIM nº 57/2020, nº 59/2020 e nº 68/2022. Em Teresina, a norma municipal exige que a atividade se qualifique simultaneamente como baixo risco A nos requisitos dessa resolução e conste do Anexo II do Decreto Municipal nº 24.861/2023. Os dois filtros precisam fechar. Por isso acontece de uma atividade tratada como baixo risco em material nacional não gerar a dispensa integral aqui: a decisão de incluir ou não cada CNAE no Anexo II é municipal.

07Preciso pedir a Declaração de Atividade de baixo risco A?+

Não é obrigatório. A dispensa existe pela norma, independentemente de qualquer documento, e o requerimento da declaração é faculdade do interessado, mediante pagamento da taxa de serviço. Ela costuma ser pedida por um motivo prático: locador, banco, tomador de serviço e cadastro de fornecedores pedem "o alvará", e em atividade dispensada não existe alvará para anexar. A declaração cumpre esse papel de comprovação. Ela não transforma a atividade em licenciada nem substitui o alvará nos casos em que ele é exigido.

08Dispensa de licença ambiental significa dispensa de alvará?+

Não. São atos distintos, com fundamentos distintos. A dispensa específica de Licença Ambiental de Operação registrada no Anexo I diz respeito a um ato do eixo ambiental e não transforma a atividade em baixo risco A. O próprio Decreto Municipal nº 24.861/2023 registra que a dispensa específica de licenciamento sanitário ou ambiental de operação não desobriga as demais licenças nem exclui a exigência do alvará de funcionamento e da respectiva TLFF. A dispensa específica pode, inclusive, exigir requerimento ao órgão, emissão de declaração e pagamento de taxa.

09Dispensa de licença sanitária significa que a empresa é baixo risco A?+

Não. Baixo risco A é o enquadramento no Anexo II do Decreto Municipal nº 24.861/2023, e nada mais. A dispensa de licença sanitária anotada no Anexo I resolve apenas o eixo sanitário: não incide a TRIFS, não há licença sanitária municipal a requerer. O estabelecimento continua sujeito ao alvará de funcionamento se algum CNAE estiver fora do Anexo II, e continua sujeito ao licenciamento ambiental se o eixo ambiental apontar exigência. São três leituras independentes que a consulta desta página mostra separadas de propósito.

CNAE, área e situações práticas

10O que acontece quando um CNAE não aparece nos anexos municipais?+

A consulta informa que não localizou classificação municipal expressa para aquele código na base consultada, e não presume o enquadramento. O caminho é perguntar por escrito. Para os eixos ambiental e sanitário, o pedido de manifestação é aberto no SLIC, em processo eletrônico, descrevendo a atividade real, o endereço, a área e o código pretendido, com o contrato social ou a minuta anexada; para dúvida sobre alvará e cadastro, o atendimento é da SEMF. Guarde o número do processo: é ele que demonstra a consulta prévia se a classificação for definida depois de a empresa já estar operando.

Grau de risco e baixo risco A

11Profissional autônomo sem CNAE tem grau de risco em Teresina?+

Tem, e a classificação usa outra tabela. O Anexo III do Decreto Municipal nº 24.861/2023 classifica o risco pela Classificação Brasileira de Ocupações, aplicando-se a pessoas cujos dados cadastrais não usam códigos CNAE. Ocupação que não esteja listada nesse anexo é considerada dispensada de licenciamento ambiental e sanitário, o que não dispensa o eventual alvará de funcionamento nem a TLFF. Profissional liberal e autônomo têm valores próprios de TLFF por ano ou fração, divulgados pela SEMF em três níveis: superior, técnico de nível médio e demais categorias.

Alvará, licenças e órgãos

12Como tirar o alvará de funcionamento em Teresina?+

O pedido é eletrônico, pelo SLIC, o sistema de licenciamento da Secretaria Municipal de Finanças, no endereço slic.semf.teresina.pi.gov.br. Antes disso, a empresa precisa estar registrada e com inscrição municipal no Cadastro Mobiliário. No sistema você envia os documentos, acompanha a análise e recebe as notificações dos técnicos. O rito muda conforme o risco: baixo risco não recebe visita, médio risco recebe visita depois da liberação da licença e alto risco depende de vistoria prévia. A TLFF é paga em cota única, e o alvará é renovado a cada ano.

13Quanto tempo demora para sair o alvará de funcionamento em Teresina?+

Não existe prazo único. Em atividade de médio risco, a emissão pode ser automática depois do registro, com fiscalização posterior, conforme o art. 6º-A da Lei nº 11.598/2007 e a LC Municipal nº 6.048/2023. Em atividade de alto risco, o prazo depende da agenda de vistoria do órgão licenciador e da qualidade da documentação apresentada. Na experiência do escritório, o que mais alonga o prazo não é a análise em si: é documento faltando no processo eletrônico, área divergente entre cadastro e contrato de locação e endereço que não admite a atividade.

14Como funciona a licença sanitária em Teresina?+

Ela é exigida quando o Anexo I do Decreto Municipal nº 24.861/2023 aponta alto ou médio risco sanitário para algum CNAE do estabelecimento. O pedido tramita pelo SLIC. No médio risco, a licença é liberada no sistema e a vistoria vem depois; no alto risco — restaurante, procedimento médico invasivo, drogaria, por exemplo — a vistoria dos técnicos da Vigilância Sanitária é prévia. Havendo licença sanitária municipal, incide a TRIFS, calculada por faixa de área do estabelecimento, conforme o Anexo XIII do Código Tributário do Município.

15Quando a licença sanitária é de competência do Estado do Piauí?+

Quando o Anexo I classifica a atividade como de competência estadual. Nesse caso o pedido é dirigido à Vigilância Sanitária do Estado do Piauí, não ao Município, e valem as taxas estaduais próprias, que não estão nas tabelas municipais. A repartição de competências entre Estado e municípios na vigilância sanitária é objeto de pactuação na Comissão Intergestores Bipartite do Piauí; confirme com a Vigilância Sanitária estadual qual resolução está em vigor para a sua atividade antes de protocolar. Competência estadual não é dispensa: a licença continua existindo, com outro endereço de protocolo.

16Quando a empresa precisa de licença ambiental municipal em Teresina?+

Quando o eixo ambiental do Anexo I aponta licenciamento para algum CNAE do estabelecimento. O anexo trabalha com três resultados: alto risco, com licenciamento exigido; dispensa específica de Licença Ambiental de Operação; e regra condicionada à área, em que o resultado muda a partir de um limite de metros quadrados ou de hectares. Havendo licenciamento ambiental municipal, incide a Taxa de Licenciamento Ambiental, do Anexo XI do Código Tributário do Município, cujo valor depende do porte do empreendimento e do tipo de licença requerida.

17O que é dispensa específica de Licença Ambiental de Operação?+

É a anotação do Anexo I dizendo que aquela atividade não precisa da Licença de Operação. O nome engana porque a dispensa alcança um ato apenas. Pode continuar havendo requerimento ao órgão ambiental, emissão de declaração e pagamento de taxa de serviço, e nada disso afasta o alvará de funcionamento se algum CNAE estiver fora do Anexo II. Também não afasta autorizações ambientais específicas do Anexo XI, como corte e poda de vegetação, limpeza de área e movimentação de terra, que decorrem do que você vai fazer no imóvel.

18A consulta de grau de risco inclui o Corpo de Bombeiros?+

Não. As exigências de segurança contra incêndio e pânico são do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí e seguem norma própria, com certificado de licenciamento para edificação de baixo potencial de risco, declaração do responsável e vistoria por amostragem. A dispensa de licença municipal não exime o proprietário ou o responsável pelo uso da edificação de regularizá-la junto ao CBM-PI, e o órgão pode verificar as informações declaradas a qualquer tempo. O pedido entra pelo balcão único do Gov.PI Empresas, que integra o Corpo de Bombeiros; o site próprio do órgão não respondeu na conferência de 26/09/2026.

19Home office precisa de alvará em Teresina?+

Depende dos CNAEs e das condições reais de operação. Se todas as atividades estiverem no Anexo II, a dispensa está indicada e não há alvará a requerer. Havendo atividade fora do Anexo II, o alvará pode ser exigido mesmo em endereço residencial. Antes disso há outra pergunta, que não é de grau de risco: se o uso residencial admite aquela atividade, o que é analisado na consulta de viabilidade, pelo zoneamento e uso do solo. Em condomínio, a convenção também pode restringir atividade econômica na unidade.

20Escritório em coworking precisa de alvará em Teresina?+

A regra é a mesma de qualquer estabelecimento: o que define a exigência são os CNAEs da empresa e o endereço. Se as atividades estiverem todas no Anexo II, a dispensa está indicada. Se houver código fora da lista, o alvará pode ser exigido para o seu CNPJ, e não basta o alvará do espaço compartilhado. Confira antes se o contrato com o coworking permite usar o endereço como sede fiscal e se o espaço fornece a documentação do imóvel que o licenciamento eventualmente pedir.

21MEI precisa de alvará em Teresina?+

O MEI optante pelo Simples Nacional é isento das taxas municipais de alvará e de licenças, desde que o cadastro na SEMF reflita essa condição. Isso não significa que toda atividade de MEI esteja fora de licenciamento: se a ocupação envolver manipulação de alimentos ou outro fator sanitário, a Vigilância pode exigir a licença, sem cobrança da taxa. Quem tem direito à isenção e está com o cadastro desatualizado recebe o lançamento e precisa resolver a situação administrativamente, o que costuma dar mais trabalho do que conferir o cadastro antes do fim do ano.

22Empresa de alto risco pode funcionar antes da vistoria?+

Não. No alto risco, o funcionamento depende do licenciamento prévio pelos órgãos competentes, e é essa a diferença central em relação ao médio risco, em que a emissão vem automaticamente após o registro. Abrir as portas antes disso expõe o estabelecimento à ação das SDUs, da Vigilância Sanitária, da SEMF, da Secretaria do Meio Ambiente e do Ministério Público, com risco de interdição e de multa conforme a legislação aplicável. Se o cronograma do negócio é apertado, a vistoria precisa entrar no planejamento antes da data de inauguração.

23Como renovar o alvará de funcionamento em Teresina?+

A renovação é anual e o pedido é feito pelo SLIC, que tem opção específica de solicitação de renovação de alvará. Antes de renovar, confira duas coisas no cadastro da SEMF: se a área do estabelecimento e os CNAEs continuam corretos, porque os dois definem taxa e exigência, e se há débito de taxa em aberto, que impede a emissão. Empresa com boleto de exercício anterior sem quitação não consegue emitir alvará, licenças nem certidão negativa de débitos municipal.

Taxas, valores e prazos

24Quais taxas municipais podem ser cobradas na abertura de uma empresa em Teresina?+

As três principais são a TLFF, Taxa de Licença e Fiscalização para Funcionamento, ligada ao alvará; a TLA, Taxa de Licenciamento Ambiental; e a TRIFS, Taxa de Registro, Inspeção e Fiscalização Sanitária. Podem entrar ainda a TLFA, quando houver anúncio, placa ou letreiro, e a TRIFSA, em hipóteses agropecuárias. Nem toda empresa paga todas: a incidência depende do resultado do grau de risco dos CNAEs. Todas estão instituídas no Código Tributário do Município, a Lei Complementar Municipal nº 4.974/2016, cada uma em seu anexo.

25Qual é o valor da TLFF em Teresina em 2026?+

Para o exercício de 2026, a SEMF divulgou R$ 142,53 para estabelecimento com até 30 m² e R$ 3.808,30 para área acima de 2.100 m², em quatorze faixas de área, conforme o Anexo IX do Código Tributário do Município. Profissional liberal e autônomo têm valores próprios por ano ou fração: R$ 237,55 para nível superior, R$ 95,02 para técnico profissional de nível médio e R$ 23,76 para artífices e demais categorias. A TLFF é anual e paga em cota única. O valor devido é o constante do documento de arrecadação emitido pela SEMF.

26Qual é o valor da licença sanitária em Teresina em 2026?+

A TRIFS de 2026 vai de R$ 261,31, para estabelecimento com até 15 m², a R$ 1.311,01, para área acima de 4.000 m², em doze faixas do Anexo XIII do Código Tributário do Município. Há cobranças específicas além da licença do estabelecimento: veículo de transporte de produtos e substâncias de interesse da saúde, veículo de transporte de pacientes, demais veículos sujeitos a controle sanitário e autorização para vacinação extramuros por serviço privado, cada um com valor por unidade. A autorização sanitária de projeto arquitetônico corresponde a 50% do valor da faixa de área aplicável.

27Qual é o valor da licença ambiental em Teresina em 2026?+

A SEMF divulgou a TLA de 2026 numa faixa de R$ 576,07 a R$ 4.904,02, sem dizer na publicação a que licença cada extremo corresponde. O valor efetivo depende do porte do empreendimento e do tipo de licença: Licença Prévia, Licença de Instalação, Licença de Operação e Licença Ambiental Simplificada têm valores distintos no Anexo XI do Código Tributário do Município e não se somam automaticamente, porque a incidência acompanha o procedimento aplicável ao empreendimento. A Licença de Operação é calculada por ano, com valor proporcional aos meses licenciados quando houver fração de ano. Confirme no Anexo XI e no documento de arrecadação.

28Como é definido o porte do empreendimento na TLA?+

Pelo parâmetro que der a maior dimensão entre três: área total construída, investimento total e número de empregados. Não é média entre eles e não é o que for mais favorável. Os portes do Anexo XI são pequeno, até 2.000 m², até R$ 200.000,00 ou até 50 empregados; médio, grande e excepcional, com faixas crescentes até acima de 40.000 m², acima de R$ 20.000.000,00 ou mais de 1.000 empregados. Uma operação pequena em área e grande em investimento é classificada pelo investimento, e esse é o motivo mais comum de o valor vir acima do esperado.

29Quando vencem as taxas de licenciamento de atividades econômicas em Teresina?+

O calendário começa antes do exercício a que as taxas se referem. Os boletos de TLFF, TLA e TRIFS de 2026 começaram a ser distribuídos pelos Correios em dezembro de 2025, com vencimento em 30 de dezembro de 2025, alcançando pessoas físicas e jurídicas com situação ativa no Cadastro Mobiliário. Cada estabelecimento recebe apenas os códigos de barras correspondentes à natureza do empreendimento: pode vir só o alvará, o alvará com uma das licenças ou as três taxas, conforme o grau de risco das atividades.

30Onde emito a segunda via do boleto das taxas de Teresina?+

No portal de serviços da SEMF, em servicos-semf.pmt.pi.gov.br, que é o endereço indicado pela própria Secretaria quando a correspondência não chega ao endereço cadastrado. Os pedidos de licenciamento e a solicitação de renovação de alvará seguem por outro sistema, o SLIC. Ao longo de 2026 parte dos endereços eletrônicos da Prefeitura mudou, e páginas antigas da SEMF passaram a redirecionar para o portal teresina.pi.gov.br — se um link salvo cair na página inicial, procure o serviço pelo portal novo. Endereço desatualizado no Cadastro Mobiliário é a causa mais banal de boleto não recebido e prazo perdido.

31Quem é isento das taxas de licenciamento em Teresina?+

Conforme informado pela SEMF, são isentos o microempreendedor individual optante pelo Simples Nacional, templos, associações e instituições sem fins lucrativos, entidades beneficentes, filantrópicas ou caritativas, serviços de táxi e mototáxi e órgãos públicos federais, estaduais e municipais. A isenção depende do enquadramento cadastral do contribuinte junto à SEMF: quem tem direito mas está com o cadastro desatualizado recebe o lançamento e precisa resolver a situação administrativamente. Conferir o cadastro antes do fim do ano é mais simples do que discutir o lançamento depois.

32Por quanto tempo valem as licenças ambiental e sanitária em Teresina?+

Conforme a SEMF, a validade das licenças foi ampliada de um para quatro anos, enquanto o alvará de funcionamento continua anual. No caso da Licença Ambiental de Operação, o prazo de quatro anos consta do Decreto Municipal nº 18.978/2019, que alterou o regulamento da LC nº 4.974/2016; para início de atividade sujeita a licenciamento ambiental, o prazo fica a critério do órgão ambiental competente, com mínimo de quatro e máximo de cinco anos. Confira no SLIC qual licença está ativa e até quando antes de concluir que houve erro no lançamento.

33Posso parcelar as taxas de licenciamento em Teresina?+

A TLFF é paga em cota única. As taxas das licenças podem ser pagas em cota única ou divididas em quatro parcelas, corrigidas anualmente pelo IPCA-E, justamente porque as licenças passaram a valer por quatro anos. No caso da TLA, o Decreto Municipal nº 18.978/2019 prevê o pagamento em quatro parcelas na renovação da licença, com atualização monetária em janeiro pela variação anual do IPCA-E calculado pelo IBGE, ou por índice que venha a substituí-lo por lei municipal. As taxas do próprio exercício não entram em programa de refinanciamento.

34O que acontece se eu não pagar as taxas de licenciamento?+

Sem quitação, o estabelecimento não consegue emitir alvará nem as licenças ambiental e sanitária, e fica impedido de tirar a Certidão Negativa de Débitos municipal, exigida em contrato, convênio, licitação e boa parte das operações formais. A atividade irregular fica sujeita à ação das SDUs, da Vigilância Sanitária, da SEMF, da Secretaria do Meio Ambiente e do Ministério Público. Para débito de exercícios anteriores, o Município abriu o RefisTHE 2026 pela Lei Complementar nº 6.359, de 06/05/2026, alcançando débitos vencidos até 19/05/2026; a adesão foi prorrogada sucessivamente e, na conferência de 26/09/2026, ia até 30/09/2026. As taxas do próprio exercício de 2026 entram apenas à vista, sem parcelamento.

35A taxa de anúncio é obrigatória para quem tem letreiro na fachada?+

A TLFA, Taxa de Licença e Fiscalização de Anúncios, pode incidir quando houver anúncio, placa, letreiro ou engenho publicitário, com valores no Anexo XII do Código Tributário do Município. Os valores atualizados para 2026 não foram confirmados em fonte oficial nesta revisão, então o custo deve ser conferido na SEMF antes de entrar no orçamento. Quem já sabe que vai instalar letreiro faz melhor tratando disso junto com o alvará, e não depois da instalação, porque o engenho publicitário tem exigências próprias de posicionamento e dimensão.

36O que é a TRIFSA e quem paga essa taxa?+

É a Taxa de Registro, Inspeção e Fiscalização Sanitária Agropecuária, do Anexo XIV do Código Tributário do Município. Ela incide em hipóteses agropecuárias específicas: produtor e viveiro de mudas, comércio de insumos agrícolas, indústria de origem vegetal, inspeção de abate, registro de estabelecimento e licença para eventos agropecuários, entre outras. Cada item tem unidade e valor próprios — por documento, por cabeça, por tonelada ou por evento. Quem tem atividade rural ou trabalha com produto de origem animal ou vegetal precisa verificar esse anexo, que não aparece no cálculo das três taxas mais comuns.

CNAE, área e situações práticas

37Posso escolher um CNAE mais simples para pagar menos taxa em Teresina?+

Não. O CNAE deve descrever a atividade efetivamente exercida. Registrar código diferente da operação real pode gerar autuação, cassação de licença, nulidade dos atos de liberação e problema fiscal, porque a atividade também define anexo do Simples Nacional e alíquota de ISS. O que é lícito, e costuma reduzir exigência, é o contrário: revisar o objeto social e retirar código que a empresa nunca exerceu. Isso aproxima o cadastro da realidade e pode devolver ao estabelecimento uma dispensa que estava sendo derrubada por um CNAE esquecido.

38Vários CNAEs no mesmo estabelecimento mudam o resultado do grau de risco?+

Mudam: cada eixo é avaliado pela atividade de maior risco, e a dispensa por baixo risco A só é indicada quando todos os códigos estão no Anexo II. O que costuma resolver na prática é separar o que é atividade real do que é herança de contrato social. Código que a empresa nunca exerceu pode ser retirado por alteração contratual, o que exige nova consulta de viabilidade e atualização do cadastro na SEMF. Já o CNAE secundário exercido de vez em quando continua contando: o Município classifica a atividade declarada, não a frequência com que ela é exercida.

39Por que a área do estabelecimento muda o resultado da consulta?+

Porque a área entra em dois lugares: no enquadramento de parte dos CNAEs do Anexo I, que têm limite em metros quadrados ou hectares, e nas faixas de valor da TLFF e da TRIFS. O problema aparece quando o contrato de locação diz uma metragem e o Cadastro Mobiliário tem outra. Nesse caso, verifique qual é a área efetivamente utilizada pela atividade, que pode ser menor que a do imóvel inteiro, e peça a retificação cadastral na SEMF com o documento que comprove a medida — contrato, planta ou habite-se. Divergência não corrigida costuma aparecer na renovação, com a taxa lançada por faixa maior.

40Quando a área precisa ser informada em hectares?+

Somente quando algum CNAE informado tiver limite expresso em hectares, típico de atividade rural como cultivo e criação. A ferramenta não pede hectares para CNAE urbano nem metros quadrados quando apenas a área rural importa, e só exibe o campo de área quando algum dos códigos informados depende dele. Se a sua atividade é mista — uma parte urbana e uma parte rural —, informe os dois conjuntos de códigos na mesma consulta, para que o consolidado considere os dois eixos com os limites corretos de cada um.

41Incluir um CNAE novo muda o licenciamento da empresa?+

Pode mudar, e é uma das alterações que mais surpreendem. Um código acrescentado em março é capaz de fazer aparecer exigência sanitária ou ambiental que não existia em janeiro, e o cadastro na SEMF passa a receber outra taxa no exercício seguinte. Antes de assinar a alteração contratual, rode a consulta com a lista completa de CNAEs — os atuais mais o novo — e veja o consolidado. Se o código novo derrubar a dispensa por baixo risco A, é melhor saber disso antes do protocolo do que pelo boleto.

42Mudar de endereço em Teresina reabre o licenciamento?+

Sim. A mudança de endereço reabre a análise de viabilidade, porque zoneamento e uso do solo são avaliados para o novo ponto, e reabre o licenciamento, porque alvará e licenças são do estabelecimento naquele local. A área do novo ponto também altera as faixas da TLFF e da TRIFS. Alteração de endereço e alteração de CNAE têm exigências diferentes das de uma abertura, e é comum a empresa descobrir na mudança que o imóvel novo não tem habite-se ou regularidade suficiente para o licenciamento.

43Abrir filial em Teresina exige alvará próprio?+

Sim. Alvará e licenças são do estabelecimento, não do CNPJ matriz: cada ponto tem inscrição municipal, enquadramento de risco conforme as atividades exercidas ali e taxas calculadas pela área daquele endereço. Uma filial pode ter exigência maior que a matriz se exercer atividade diferente, e pode ter dispensa se todas as atividades do ponto estiverem no Anexo II. O roteiro completo de registro, inscrições, licenças e imposto de uma filial está no artigo da RBO sobre como abrir uma filial em Teresina.

44Empresa de outro estado que abre estabelecimento em Teresina segue as mesmas regras?+

Sim, no que diz respeito ao licenciamento municipal. A classificação de risco é definida por norma municipal e vale para estabelecimento situado em Teresina, independentemente de onde esteja a matriz. Enquadramento obtido em outra cidade não vale aqui, porque cada município faz a sua lista de baixo risco A. O registro passa pelo Sistema Integrador Estadual da Redesim, e a inscrição municipal, o alvará e as licenças seguem o rito de Teresina, com as taxas do Código Tributário do Município.

A consulta, a abertura e a RBO

45Como consultar o grau de risco do meu CNAE nesta página?+

Informe o CNPJ da empresa (a ferramenta busca o CNAE principal e as secundárias na base pública da Receita Federal), digite o código com ou sem pontuação, ou pesquise por parte da descrição da atividade — a busca ignora acentuação. Você pode informar vários CNAEs de uma vez, que é como a empresa realmente existe, e a metragem só é solicitada quando algum dos códigos depende dela. O resultado mostra o eixo ambiental, o eixo sanitário, se o código está no Anexo II do baixo risco A, a norma de origem, a norma alteradora e as taxas que podem incidir, além do consolidado do estabelecimento e de um relatório de uma página para imprimir.

46O resultado desta consulta é oficial?+

Não. É uma indicação técnica inicial, montada a partir dos anexos municipais consolidados e dos valores de taxas divulgados pela SEMF. O enquadramento oficial é o da Prefeitura de Teresina e dos órgãos licenciadores, e o valor oficial de cada taxa é o constante do documento de arrecadação emitido pela SEMF. A consulta também não avalia viabilidade locacional, zoneamento, regularidade do imóvel, Corpo de Bombeiros, conselhos profissionais nem exigências estaduais e federais. Antes de protocolar, confirme o enquadramento no Diário Oficial do Município e nos órgãos competentes.

47Com que frequência a base desta consulta é atualizada?+

Sempre que identificamos alteração nas normas municipais de classificação de risco ou nas tabelas de taxas. A revisão legislativa desta página foi feita em 26 de setembro de 2026, e a data aparece também no rodapé do relatório impresso. Uma anotação de transparência: o Decreto Municipal nº 28.436/2025 integra a base consolidada como alterador do Anexo I, mas não foi possível confirmá-lo em repositório público — na conferência de 26/09/2026, o Diário Oficial do Município não abriu. As linhas do Anexo I que vêm desse decreto aparecem identificadas no campo norma de origem, para você conferir só o que interessa.

48Quanto tempo demora para abrir uma empresa em Teresina?+

Depende da natureza jurídica, da viabilidade, do grau de risco e da resposta de cada órgão. O Piauí trabalha com balcão único no portal Gov.PI Empresas, viabilidade automatizada, contrato padrão e deferimento automático no registro de empresário individual, e o volume de registro é alto: foram 12.399 novos negócios no estado entre janeiro e março de 2026, pelo Painel Empresarial da JUCEPI. Esta página não publica tempo médio de abertura porque o painel de tempos da Redesim não abriu na conferência de 26/09/2026. Atividade integralmente de baixo risco A tende a ser mais rápida; alto risco depende de vistoria prévia.

49Quais documentos são necessários para abrir empresa em Teresina?+

Em geral: documento de identidade e CPF dos sócios, comprovante de endereço dos sócios e do estabelecimento, dados do imóvel para a consulta de viabilidade, definição do capital social e dos CNAEs e certificado digital para assinar os atos. Atividade regulamentada exige registro em conselho profissional e responsável técnico. Se o licenciamento sanitário ou ambiental for exigido, o SLIC pede documentos adicionais do imóvel e da operação. A lista final depende da natureza jurídica e das atividades, e é montada depois de definidos os CNAEs.

50Um contador pode conferir os CNAEs antes da abertura?+

Pode, e é o caminho que recomendo. A escolha dos CNAEs afeta ao mesmo tempo o grau de risco, o licenciamento, as taxas municipais e o regime tributário, inclusive o anexo do Simples Nacional e a alíquota de ISS. Fazer essa conferência antes do protocolo custa uma conversa; fazer depois custa alteração contratual, nova viabilidade e, às vezes, licença refeita. A RBO Contabilidade analisa a lista de atividades junto com a descrição da operação real e aponta o que muda em alvará, licenças e taxas.

51A RBO Contabilidade cuida de abertura de empresa em Teresina?+

Sim. A RBO Contabilidade é um escritório contábil em Teresina-PI que cuida de abertura, alteração e regularização de empresas, incluindo definição de CNAEs, consulta de viabilidade, registro na JUCEPI, CNPJ, inscrição municipal, acompanhamento das licenças no SLIC e opção tributária. Atendemos Teresina, os demais municípios do Piauí, a Grande Teresina e Timon-MA, além de atendimento contábil online. O contato é pelo telefone e WhatsApp (86) 98840-7121 ou por contador@rbocontabilidade.com, com o contador responsável técnico Rogério Batista Osterno, CRC-PI 010656 - O.

Fontes oficiais consultadas

13 fontes primárias, conferidas em setembro de 2026 e separadas por esfera de governo. Os links abrem em nova aba.

Receita Federal e outros órgãos federais

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Foto de Rogério Osterno, contador responsável pela RBO Contabilidade em Teresina

Rogério Batista Osterno

Contador · CRC-PI 010656-O · RBO Contabilidade — Teresina/PI

Rogério Batista Osterno é contador em Teresina-PI, CRC-PI 010656 - O, e responsável técnico da RBO Contabilidade, escritório que atua desde 2020 com abertura, alteração e regularização de empresas no Piauí. São 12 anos de profissão, boa parte deles acompanhando enquadramento de CNAE, alvará e licenças municipais no balcão da Prefeitura de Teresina. Este conteúdo foi elaborado a partir dos anexos municipais consolidados, do Código Tributário do Município e dos valores de taxas divulgados pela SEMF para 2026.

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A RBO Contabilidade confere os CNAEs contra a operação real, verifica o enquadramento nos anexos municipais e diz o que isso muda em alvará, licenças e taxas antes do protocolo. A análise pode concluir que há dispensa por baixo risco A, que o caminho é o alvará com uma licença ou que a atividade depende de vistoria prévia — em todos os casos, você fica sabendo antes, com a norma ao lado.

  • Conferência dos CNAEs nos Anexos I, II e III e cálculo das taxas municipais aplicáveis
  • Consulta de viabilidade, registro na JUCEPI, CNPJ e inscrição municipal
  • Acompanhamento dos pedidos de alvará e de licença sanitária e ambiental no SLIC
  • Opção tributária, inscrição estadual quando houver ICMS e início das obrigações mensais
  • Revisão do objeto social de empresa já aberta, para tirar código que não descreve a operação

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